Uma análise recente revelou que a maioria dos principais editores de notícias nos EUA e Reino Unido (79%) são a favor do bloqueio de bots de IA por sites de notícias e estão de fato bloqueando bots de inteligência artificial (IA) que treinam modelos e recuperam informações em tempo real. O estudo, conduzido pela BuzzStream, examinou os arquivos robots.txt de 100 sites de notícias e descobriu que 79% deles impedem pelo menos um bot de treinamento. Além disso, 71% bloqueiam bots de recuperação, que são responsáveis por buscar conteúdo quando usuários fazem perguntas.
A BuzzStream analisou os 50 principais sites de notícias em cada mercado, com base no tráfego da SimilarWeb. Entre os bots de treinamento, o CCBot da Common Crawl foi o mais bloqueado, com 75%, seguido por Anthropic-ai (72%), ClaudeBot (69%) e GPTBot (62%). O Google-Extended, que treina o Gemini, foi o menos bloqueado, com 46% no geral. Nos EUA, 58% dos editores bloquearam esse bot, enquanto no Reino Unido, a taxa foi de 29%.
O estudo revelou que 71% dos sites impedem pelo menos um bot de recuperação. O Claude-Web foi bloqueado por 66% dos sites, enquanto o OAI-SearchBot da OpenAI, que alimenta a busca ao vivo do ChatGPT, foi bloqueado por 49%. O ChatGPT-User foi bloqueado por 40%, e o Perplexity-User, que lida com solicitações de recuperação iniciadas por usuários, foi o menos bloqueado, com 17%.
Embora o arquivo robots.txt sirva como uma diretriz, ele não impede que bots ignorem suas instruções. A Cloudflare documentou que o Perplexity usou comportamento furtivo para contornar restrições, o que levou a empresa a bloquear ativamente o bot. Para editores que desejam bloquear efetivamente rastreadores de IA, pode ser necessário implementar bloqueios em nível de CDN ou usar técnicas de identificação de bots.
Os números de bloqueio de recuperação são significativos, pois muitos editores estão optando por não participar da camada de citação e descoberta que ferramentas de busca de IA utilizam. Bloquear bots de recuperação pode impedir que sites apareçam em respostas geradas por IA, mesmo que o conteúdo já tenha sido usado para treinamento. As diferenças no bloqueio do Google-Extended entre EUA e Reino Unido podem indicar diferentes avaliações de risco ou relações comerciais com o Google.
Quando o Google passou a resumir conteúdos com IA, os impactos no tráfego e como o mercado tenta reagir
Em 2024, o Google iniciou a implementação em larga escala dos chamados AI Overviews (ou resumos gerados por IA) nos resultados de busca. A novidade foi apresentada oficialmente durante o Google I/O 2024 e passou a exibir respostas automáticas no topo da SERP, antes mesmo dos links orgânicos tradicionais.
Fonte: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2024/08/15/google-resumo-temas-feitos-por-ia.htm

O que são os AI Overviews do Google?
Os AI Overviews utilizam modelos de linguagem para resumir informações de múltiplas fontes da web e entregar uma resposta direta ao usuário. A proposta do Google é reduzir o tempo de busca e aumentar a eficiência das respostas, mas essa mudança alterou de forma significativa o comportamento de clique.
Análise detalhada:
https://www.widepixels.com/blog/google-s-ai-search-summaries-are-hurting-publisher-traffic
Em vez de navegar por diferentes sites, muitos usuários passam a consumir a informação diretamente na página de resultados, criando um cenário de “busca sem clique”.
Queda no tráfego orgânico após a adoção dos resumos por IA e como o bloqueio de bots de IA por sites de notícias pode ajudar
A introdução dos AI Overviews pelo Google alterou de forma estrutural a dinâmica do tráfego orgânico. Diferente de mudanças anteriores no algoritmo, que redistribuíam cliques entre resultados, os resumos por IA absorvem a atenção do usuário antes mesmo do contato com os links, reduzindo drasticamente a necessidade do clique.
A introdução dos resumos gerados por inteligência artificial pelo Google alterou de forma significativa o comportamento de busca e a dinâmica do tráfego orgânico. A partir de 2024, com a expansão dos chamados AI Overviews, muitas consultas passaram a ser respondidas diretamente na página de resultados, reduzindo a necessidade de o usuário clicar em links externos. Diferente de atualizações anteriores do algoritmo, que redistribuíam tráfego entre sites, os resumos por IA passaram a absorver a atenção do usuário antes mesmo do contato com os resultados orgânicos tradicionais.
Estudos de mercado indicam que, quando um resumo por IA é exibido, a taxa de cliques nos links orgânicos cai de forma acentuada. Em análises publicadas pela eWeek, o CTR médio dos resultados tradicionais caiu de cerca de 15% para algo próximo de 8% em consultas informacionais. Em alguns segmentos, especialmente conteúdos explicativos e educativos, publishers relataram perdas muito mais severas, chegando a reduções superiores a 70% do tráfego para determinadas páginas. Fonte: https://www.eweek.com/news/google-ai-summaries-impact-publishers/
Esse efeito é mais intenso do que o observado anteriormente com featured snippets. Enquanto os snippets tradicionais exibiam trechos curtos e frequentemente incentivavam o clique para aprofundamento, os resumos por IA oferecem respostas mais longas, combinando informações de múltiplas fontes. Para o usuário, a sensação é de resposta completa. Para o produtor de conteúdo, o resultado é a perda da visita, mesmo quando seu material foi utilizado como base para o resumo.
O impacto também não é distribuído de forma igual entre todos os tipos de sites. Portais de notícias, blogs educacionais, guias técnicos e conteúdos do tipo “o que é” ou “como funciona” são os mais afetados. Esses formatos historicamente dependem de buscas informacionais, justamente o tipo de consulta em que os resumos por IA tendem a aparecer com mais frequência. Em reportagens recentes, veículos de grande porte relataram quedas relevantes no tráfego orgânico após a expansão dessa funcionalidade, reforçando a percepção de que a mudança afeta de forma estrutural o modelo de distribuição de audiência. E sobre bloqueio de bots de IA por sites de notícias?
A consequência direta dessa queda de tráfego é econômica. Menos visitas significam menos impressões publicitárias, menor geração de leads e enfraquecimento de modelos baseados em afiliados. Em resposta, empresas como a Chegg passaram a questionar publicamente e judicialmente o papel do Google, alegando que os resumos por IA capturam valor do conteúdo original sem oferecer compensação proporcional em forma de tráfego ou receita. Fonte: https://www.theverge.com/news/619051/chegg-google-ai-overviews-monopoly
Mais do que uma simples perda de cliques, os resumos por IA consolidam um novo cenário em que o conteúdo pode ser amplamente utilizado, citado e resumido sem necessariamente gerar visitas. Isso força publishers a repensarem métricas tradicionais de sucesso e a reduzirem a dependência exclusiva do tráfego orgânico. A busca continua sendo uma vitrine de visibilidade, mas cada vez menos uma garantia de audiência.
Por isso essa história de bloqueio de bots de IA por sites de notícias, entendeu?
Estudos independentes e análises de mercado indicam que a presença de AI Overviews está associada a quedas expressivas no tráfego orgânico:
- Um relatório apontou que, quando um resumo de IA aparece, a taxa de cliques em resultados orgânicos cai de cerca de 15% para 8%, praticamente reduzindo o tráfego pela metade.
Fonte: https://www.eweek.com/news/google-ai-summaries-impact-publishers/ - Em determinados termos informacionais, publishers relataram perdas de até 79% do tráfego após a introdução dos resumos.
Fonte: https://www.eweek.com/news/google-ai-summaries-impact-publishers/ - O fenômeno reforça o crescimento das chamadas “zero-click searches”, em que o usuário obtém a resposta sem acessar nenhum site externo.
Análise: https://ts2.tech/en/the-350b-shake-up-how-ai-summaries-rewire-publisher-traffic/
Veículos de grande porte, como HuffPost e Washington Post, também registraram quedas relevantes no tráfego oriundo do Google após a expansão dos AI Overviews.
Reportagem: https://www.euronews.com

Reações legais e institucionais
O impacto econômico levou empresas e entidades a reagirem formalmente antes do bloqueio de bots de IA por sites de notícias:
- A plataforma educacional Chegg processou o Google, alegando que os resumos de IA capturam valor do conteúdo original sem compensação adequada, prejudicando seu modelo de negócios.
The Verge: https://www.theverge.com/news/619051/chegg-google-ai-overviews-monopoly - Na Europa, editoras independentes apresentaram uma queixa antitruste à Comissão Europeia, afirmando que o Google utiliza conteúdo de terceiros para gerar resumos sem oferecer opção clara de exclusão.
Reuters: https://www.reuters.com/legal/litigation/googles-ai-overviews-hit-by-eu-antitrust-complaint-independent-publishers-2025-07-04/
O que os editores estão fazendo para mitigar os danos além do bloqueio de bots de IA por sites de notícias?
Diante da queda de tráfego, publishers passaram a adotar diferentes estratégias:
- Licenciamento de conteúdo para IA
Grandes grupos de mídia passaram a firmar acordos com empresas de IA para uso autorizado e remunerado de seus conteúdos. - Redução da dependência do Google
Investimentos em newsletters, apps próprios, comunidades fechadas e modelos de assinatura ganharam prioridade. - Otimização para mecanismos generativos (GEO)
Surge o conceito de Generative Engine Optimization, que busca estruturar conteúdos para serem citados corretamente em respostas de IA, mesmo que o clique não aconteça.
Discussão conceitual: https://searchengineland.com/what-is-geo-generative-engine-optimization-440890
Problemas de precisão e recuos do Google
Além do impacto econômico, os AI Overviews também enfrentaram críticas por erros factuais. Em 2024, o Google chegou a reduzir a exibição de resumos em consultas sensíveis, como saúde, após respostas imprecisas viralizarem.
Investigação: https://www.theguardian.com/technology/2026/jan/11/google-ai-overviews-health-guardian-investigation
Esses episódios reforçaram o debate sobre responsabilidade editorial, confiabilidade e sustentabilidade do ecossistema de conteúdo.
Entre em contato com o time da Vp: https://viewpoint.com.br/contato/
E como isso tudo afeta o pequeno e médio empresário?
Estar bem ranqueado no Google sempre foi um dos principais motores de crescimento para empresas de praticamente todos os setores. Durante mais de duas décadas, a busca funcionou como um grande distribuidor de demanda, conectando consumidores com intenções claras a produtos, serviços e marcas capazes de atendê-los. Para muitos negócios, especialmente pequenos e médios, aparecer nas primeiras posições do Google significou previsibilidade de vendas, redução de custos de aquisição e construção de autoridade no mercado.
Quando um site ocupa posições de destaque nos resultados orgânicos, ele passa a capturar usuários que já demonstraram interesse ativo em resolver um problema ou realizar uma compra. Diferente de mídia paga, onde a empresa interrompe o usuário, o tráfego orgânico nasce de uma intenção explícita. Isso explica por que leads vindos do Google costumam converter mais, ter ciclos de venda mais curtos e gerar maior retorno sobre o investimento ao longo do tempo. Para negócios locais, e-commerces, prestadores de serviço e empresas B2B, o ranqueamento no Google se tornou parte estrutural da estratégia comercial.
Além da conversão direta, o posicionamento orgânico também exerce um papel psicológico importante. Usuários tendem a associar as primeiras posições a credibilidade, liderança e segurança. Estar no topo da busca não é apenas uma vantagem técnica, mas uma forma de validação pública. Para muitos consumidores, se uma empresa aparece repetidamente nas primeiras posições, ela passa a ser percebida como referência, mesmo antes de qualquer contato direto com a marca.
Esse cenário, no entanto, começou a mudar de forma mais acelerada com a introdução de recursos baseados em inteligência artificial na busca, especialmente os resumos automáticos exibidos pelo Google. Com essa atualização, o mecanismo de busca deixa de ser apenas um intermediário que aponta caminhos e passa a atuar como um sintetizador de respostas. Em vez de direcionar o usuário para um site, o Google passa a entregar a informação pronta, muitas vezes suficiente para encerrar a jornada de busca.
Para empresários, essa mudança traz implicações profundas. Se antes estar bem ranqueado significava mais visitas e, consequentemente, mais oportunidades de venda, agora o simples fato de aparecer nos resultados não garante mais o clique. Em consultas informacionais, o usuário pode consumir o conteúdo diretamente na página de resultados, reduzindo o tráfego para o site, mesmo quando a empresa está tecnicamente bem posicionada.
O impacto disso nas vendas depende do tipo de negócio, mas tende a ser mais severo para empresas que utilizam conteúdo como principal canal de aquisição. Negócios que educam o mercado, explicam conceitos, produzem guias ou respondem dúvidas comuns podem perceber uma redução significativa no volume de visitas, o que afeta o topo do funil comercial. Menos visitas significa menos leads, menos oportunidades de relacionamento e, no médio prazo, menos vendas.
Outro ponto crítico é que a inteligência artificial do Google passa a intermediar a relação entre marca e consumidor. Em vez de o empresário controlar a narrativa por meio do próprio site, parte dessa mensagem é resumida, reinterpretada e apresentada por um sistema automatizado. Isso reduz o controle sobre contexto, tom e diferenciação, elementos essenciais para convencer um cliente a comprar. Quando a busca se limita a uma resposta genérica, o diferencial competitivo tende a se diluir.
Para empresas que dependem fortemente de tráfego orgânico, a atualização também aumenta a importância de estar bem posicionado não apenas para gerar cliques, mas para existir dentro do ecossistema de respostas da IA. Mesmo que o usuário não acesse o site, a marca pode ser mencionada, citada ou implicitamente utilizada como fonte. Nesse novo cenário, visibilidade passa a ter um valor próprio, ainda que desvinculado da visita imediata. O desafio é transformar essa visibilidade indireta em impacto real nos resultados de negócio.
Do ponto de vista estratégico, empresários precisam compreender que o ranqueamento no Google continua sendo relevante, mas com uma lógica diferente. Não se trata apenas de ocupar a primeira posição, mas de garantir que o conteúdo seja claro, confiável e reconhecido como autoridade. Quanto mais consistente e especializado for o material, maior a chance de ele ser utilizado como referência pelos sistemas de IA. Isso exige um nível mais alto de qualidade, profundidade e alinhamento com a intenção do usuário.
Ao mesmo tempo, a atualização reforça a necessidade de reduzir a dependência exclusiva da busca orgânica como canal de vendas. Empresas que constroem audiências próprias, como listas de e-mail, comunidades, aplicativos ou presença forte em redes sociais, tendem a sofrer menos com oscilações na SERP. O Google deixa de ser o único caminho entre marca e consumidor, passando a ser um dos pontos de contato dentro de uma estratégia mais ampla.
Para empresários, isso significa repensar o papel do conteúdo no funil de vendas. Em vez de produzir apenas para atrair cliques, o conteúdo precisa contribuir para posicionamento de marca, geração de confiança e suporte ao processo comercial como um todo. Artigos, páginas institucionais e materiais educativos passam a funcionar como ativos estratégicos, não apenas como iscas de tráfego.
Outro impacto relevante está no custo de aquisição. Com a queda do tráfego orgânico em algumas categorias, muitas empresas são pressionadas a aumentar investimentos em mídia paga para compensar a perda de visibilidade. Isso pode reduzir margens e tornar o crescimento mais caro, especialmente em mercados competitivos. Negócios que antes dependiam majoritariamente de SEO passam a enfrentar uma competição mais intensa por anúncios, elevando o custo por clique e por lead.
Apesar dos desafios, estar ranqueado no Google continua sendo fundamental para aumentar as vendas. A diferença é que o ranqueamento agora precisa ser visto como parte de um ecossistema mais complexo, onde autoridade, marca e relacionamento ganham peso semelhante ao tráfego puro. Empresas que se adaptarem mais rápido, investindo em conteúdo de alta qualidade, diversificação de canais e fortalecimento da marca, tendem a transformar essa mudança em vantagem competitiva.
Em última análise, a atualização da busca não elimina a importância do Google para os empresários, mas redefine as regras do jogo. Continuar visível, relevante e confiável permanece essencial. O que muda é a forma como essa visibilidade se converte em vendas. Quem entender essa transição cedo terá mais chances de manter crescimento sustentável em um ambiente cada vez mais mediado por inteligência artificial.
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